Queria ter sido eu a escrever
Aqueles versos que resumiam o amor
Mas o amor não se resume
O amor expande o peito
Incha tanto
Que não cabe dentro de mim
E não se mede
E nem se vê
E nem se toca
Simplesmente é e não pede nada em troca
Queria ter sido eu a inventar
O amor
Mas o amor não se inventou, sempre existiu
E foi algo mais
E antes
E depois
E além
Queria ensinar o amor
Mas o amor não se ensina
Ele sim se aprende, mas sem se ensinar
Não tem receita
Não tem caminho
E uma vez sentido o amor
O caminho não tem volta
Um dia quis eu amar de verdade
E assim foi
E doeu e doeu e doeu
E hoje eu amo e não doi mais
Pois o amor a nada nem niguém pertence
Só no palpitar desapegado
Do meu coração
Marina Favato